Do Pároco

No dia 11 de fevereiro deste ano, a Igreja comemora o 30º aniversário do Dia Mundial do Doente, instituído pelo Papa S. João Paulo II para «sensibilizar o povo de Deus, as instituições sanitárias católicas e a sociedade civil para a solicitude com os enfermos e quantos cuidam deles», explicou o Papa Francisco na sua mensagem para este ano.
Com a sinodalidade em vista, é inevitável que nos questionemos como cuidar melhor dos nossos doentes e como tê-los mais presentes nas nossas orações e no nosso tempo. Transcrevo umas palavras preciosas da mensagem do Papa Francisco:

«Na verdade, se a pior discriminação sofrida pelos pobres – e os doentes são pobres de saúde – é a falta dos cuidados espirituais, não podemos exonerar-nos de lhes oferecer a proximidade de Deus, a sua bênção, a sua Palavra, a celebração dos Sacramentos e a proposta dum caminho de crescimento e amadurecimento na fé. A propósito, gostaria de lembrar que a proximidade aos enfermos e o seu cuidado pastoral não competem apenas a alguns ministros especificamente deputados para o efeito; visitar os enfermos é um convite feito por Cristo a todos os seus discípulos. Quantos doentes e quantas pessoas idosas há que vivem em casa e esperam por uma visita! O ministério da consolação é tarefa de todo o batizado, recordando-se das palavras de Jesus: «Estive doente e visitastes-Me».

Visitar os doentes… Uma proposta que levanta várias questões: Tenho desejo de o fazer? Entendo a sua importância? Sou consciente de que a minha presença serena, com uma conversa amável, pode ajudar muito? Sei detetar o tipo de ajuda espiritual que as pessoas doentes ou sós podem necessitar e que, às vezes por timidez, não solicitam? E não esqueçamos de lhes pedir que rezem e ofereçam os seus incómodos e limitações pelas necessidades da Igreja e do mundo. A Igreja sempre reconheceu o valor que Deus atribui às orações dos doentes.

Pe. João Paulo Pimentel

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