Do Pároco

Na Constituição sobre a Sagrada Liturgia, lemos:

«Na verdade, o trabalho apostólico ordena-se a conseguir que todos os que se tornaram filhos de Deus pela fé e pelo batismo, se reúnam em assembleia para louvar a Deus no meio da Igreja, participem no Sacrifício e comam a Ceia do Senhor. A Liturgia, por sua vez, impele os fiéis, saciados pelos mistérios pascais, a viverem unidos no amor» (n.º 10).

Permitam-me tornar estas belas palavras um pouco mais incisivas: se a evangelização não gera nas pessoas o desejo e o gosto de rezarem juntas na Eucaristia, essa Evangelização não é digna de tal nome. E, se a Eucaristia não gera o desejo de querer conhecer melhor as pessoas, de as querer compreender, é sinal de que o encontro com o Senhor é ainda imperfeito.

Como rezar melhor na Santa Missa?

Há muitas maneiras. Mas neste mês em que a Igreja reza pela unidade dos cristãos, sugiro que prestemos particular atenção às primeiras palavras do Pai Nosso («nosso», não só «meu») e às invocações na primeira pessoa do plural: – Senhor tem piedade de nós… – Cordeiro de Deus (…) tende piedade de nós: de todos os que aqui estamos!

Logicamente, de 22 a 28 de janeiro o nosso coração estará no Panamá, unido ao santo Padre e a todos os jovens representantes dos diferentes países do mundo. É uma boa semana para participar diariamente na Eucaristia e rezar pela Jornada.

E, a nível paroquial, como fazer para que a Eucaristia nos una mais aos outros? Sugiro também, entre outras mil possibilidades óbvias como a de rezar por todos, pelo menos um pequeno gesto: esforçarmo-nos, à entrada ou à saída da igreja, por cumprimentar e saber o nome de alguém que vemos todos os domingos na Eucaristia que participamos.

Pe. João Paulo Pimentel

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