Do Pároco

Seguindo a proposta de ler e meditar na exortação apostólica, Cristo vive!, sugiro a leitura dos números 111 a 117, onde o Papa Francisco expõe uma das «três grandes verdades que todos precisamos de escutar sempre, uma e outra vez» (n.º 111).

Nesses parágrafos, o Papa evoca sugestivas citações bíblicas que ilustram o amor de Deus por cada um de nós. Deus é um Pai que desde toda a eternidade pensou em nós e que brinca com os seus filhos; o seu amor é como o de uma mãe que nunca abandona o filho, o de um enamorado que imprime no seu Ser o nosso nome; o seu amor não desiste de ninguém, sempre vê em nós uma beleza intrínseca e inunda-nos de um amor alegre (cfr n.º 114). Meditemos devagar nessas palavras e, como propõe o Papa, tentemos ficar um momento em silêncio, deixando-nos amar por Ele (cfr. n.º 115).

Penso que, no mês de outubro, quando rezarmos o terço, bem podemos seguir o amor de Deus por nós como fio condutor da contemplação dos Mistérios. Esse amor é a chave principal de cada Mistério: o Senhor encarnou porque nos ama, nasceu pobre em Belém porque nos ama, quis ser batizado no Jordão por amor a cada um, instituiu a Eucaristia pensando em nós…

A contemplação sossegada dos Mistérios permite ter no nosso coração o seu amor por nós, tão concreto e com tantas manifestações.

Saibamos redescobri-lo e reforcemos à nossa volta a firme certeza de que o amor de Deus encontra soluções para todos. Ainda o Papa: «É um amor que não se impõe nem esmaga, um amor que não marginaliza, não obriga a estar calado nem silencia, um amor que não humilha nem subjuga. É o amor do Senhor: amor diário, discreto e respeitador, amor feito de liberdade e para a liberdade, amor que cura e eleva. É o amor do Senhor, que entende mais de levantamentos que de quedas, mais de reconciliação que de proibições, mais de dar nova oportunidade que de condenar, mais de futuro que de passado» (n.º 116).

Pe. João Paulo Pimentel

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