Do Pároco

É este o título do capítulo VI da Exortação do Papa Francisco aos jovens. Aconselho a sua leitura nos próximos meses de férias.

Nessas páginas, o Papa insiste na necessidade de não se perder o contacto com as gerações anteriores, com a nossa história, como condição de verdadeira liberdade e crescimento, e antídoto contra fáceis manipulações. Sem raiz, a árvore não cresce e pode ser levada de um lado para o outro sem qualquer resistência.

Como bem explica o Santo Padre:

As raízes não são âncoras que nos prendem a outras épocas e nos impedem de encarnar no mundo atual para fazer nascer algo novo. Pelo contrário, são um ponto de enraizamento que nos permite desenvolver-nos e responder aos novos desafios (n.º 200).

Com palavras lindíssimas e bem sugestivas, o Papa aconselha os jovens a que não percam o contacto com os idosos, que os ouçam, sem que isso implique concordar com tudo o que dizem.

Ao mundo nunca aproveitou nem aproveitará a rutura entre gerações (n.º191).

Para muitas famílias, o tempo de férias bem pode contribuir a recuperar ou intensificar a saudável relação entre gerações, entre avós e netos por exemplo. Os mais jovens podem falar com Jesus e perguntar-se o que podem aprender com os mais velhos. E os mais velhos devem fazer exatamente o mesmo exercício e deixar-se contagiar um pouco pelo ímpeto e a energia dos mais novos. Durante as férias, podemos descansar de muitos modos. Mas não retiremos do nosso horizonte a dimensão relacional entre gerações.

No caso dos mais novos, o interesse pelos mais velhos também lhes facilitará a abertura ao Idoso por excelência, o Deus eterno. E aos mais velhos, o desejo de descobrir as virtudes nos mais novos despertá-los-á para a perene juventude de Deus.

Deixo esta proposta às famílias.

Pe. João Paulo Pimentel

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