Do Pároco

A Mensagem do Papa Francisco para o próximo dia Mundial do doente começa assim:

Estas palavras ditas por Jesus – «vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos» (Mt 11, 28) – indicam o caminho misterioso da graça, que se revela aos simples e revigora os cansados e exaustos. Tais palavras exprimem a solidariedade do Filho do Homem, Jesus Cristo, com a humanidade aflita e sofredora. Há tantas pessoas que sofrem no corpo e no espírito! A todas, convida a ir ter com Ele – «vinde a Mim» –, prometendo-lhes alívio e recuperação.

É muito improvável que tanto na nossa família como entre os amigos e conhecidos não haja alguém doente. Numa paróquia, é mesmo quase impossível. A doença pode ser grave ou não, crónica ou passageira, mais ou menos dolorosa. Habitualmente, é um momento difícil. Cristo, com a sua constante atenção para com quem sofria, indicou à Igreja um caminho irrenunciável: aproximar-se de cada doente, aliviar o seu sofrimento na medida das possibilidades, ajudá-lo a encontrar ou a fortalecer a dimensão espiritual que ilumina o sentido da sua vida nessa etapa mais difícil.

Na última reunião da nossa Vigararia, falou-se da Pastoral da Saúde em cada Paróquia. Na nossa, há muito por fazer. Entre as iniciativas possíveis, sugeriu-se: colaborar no acompanhamento dos doentes mais sós, fazê-los sentir a presença daqueles com quem se encontravam habitualmente na eucaristia dominical, rezar com eles e contar com a sua oração, procurar alternativas para os que devem cuidar dos doentes crónicos e necessitam de algum descanso, formar os adolescentes da catequese na compaixão pela vulnerabilidade, etc.

Para que se consiga uma organização mais consistente da Pastoral dos doentes, é necessária a colaboração generosa e cheia de iniciativa de algumas pessoas. Neste ano em que toda a diocese está focada em abrir os corações para as diversas periferias, gostaria muito que, como paróquia, conseguíssemos chegar com o amor de Cristo a muitos mais doentes. Depende da disponibilidade e iniciativa de cada um. Podemos fazer mais.

Pe. João Paulo Pimentel

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