Recolecções na Paróquia de Telheiras  
 


O que são?

Todos notamos a falta que nos faz o recolhimento.

Re-colher é voltar a colher, apanhar algo está espalhado e juntá-lo na nossa mão; assim se recolhe o lixo, ou os objectos que serviram para fazer alguma coisa, depois de terminada essa actividade.

Há coisas que se podem colher, como as flores do campo e os frutos das árvores. Mas essas colhem-se, não se recolhem. Recolhem-se as coisas que perderam a sua união e se espalharam indevidamente: esse é o nosso caso.

Porque nos espalhamos? Não é o trabalho, nem a vida familiar, nem o contacto com outras pessoas, nem sequer os imprevistos aquilo que nos faz dispersar a atenção e perder a intimidade com Deus. O próprio Deus quer que O encontremos no trabalho, na família, na vida social e é Ele mesmo quem nos envia esses imprevistos. Aquilo que nos dispersa é a nossa tendência para a desordem, aquilo a que chamamos concupiscência: um desejo excessivo de coisas que não são Deus e sobretudo o nosso próprio eu, o nosso prazer, a nossa glória, o nosso domínio.

  Continuando o seu caminho, Jesus entrou numa aldeia. E uma mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. Tinha ela uma irmã, chamada Maria, a qual, sentada aos pés do Senhor, escutava a sua palavra. Marta, porém, andava atarefada com muitos serviços; e, aproximando-se, disse: «Senhor, não te preocupa que a minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe, pois, que me venha ajudar.» O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e perturbada com muitas coisas; mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada.» (Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas, capítulo 10, versículos 38 a 42)


Quando damos conta estamos dispersos e confusos, cansados e cheios de ruído. Um ruído que não é exterior mas íntimo. Um ruído mau, nascido do pecado.

Necessitamos de parar. Necessitamos de nos isolar, de procurar Deus, no silêncio acompanhado da oração. Todos os dias, uns minutos. Todos os meses, umas horas. Todos os anos, um retiro mais longo, de vários dias.

O ritmo mensal da Recolecção ajuda a recuperar aquelas ideias e propósitos do Retiro anual, e lança o dia-a-dia numa nova procura de Deus e da santidade. Assim o mundo em que vivemos torna-se cada vez mais um lugar de encontro com Deus.


Habitualmente, as recolecções realizam-se na igreja paroquial, às 19h10 da segunda 5ª feira de cada mês, para senhoras, ou na segunda 3ªfeira, para homens.